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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

Atualizado: 2 de jul. de 2025

Quatro anos de Doutorado. A descoberta e a pesquisa da obra de uma escritora incrível: Eneida. A viagem a Belém do Pará. As crônicas de Eneida. Os rios de Belém, as ruas do Rio. As ótimas conversas. A orientação da Anélia, pessoa e professora maravilhosa. Os prazos. A finalização da tese coincidindo com a finalização do ano letivo no CAp. Uma banca com professores e pesquisadores que eu tanto admiro. O envio da tese pra banca um dia antes de eu viajar pra Salvador. A viagem. A espera. A defesa. Que dia memorável - como é bom concluir um trabalho de quatro anos com tantos elogios (hoje eu vou deixar a modéstia de lado) e recomendação de publicação. Eneida: flâneuse e foliã nasceu, e que maravilha ser doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde fiz também o mestrado e a graduação.


Com as professoras e os professores da banca: Dau Bastos, Anélia Pietrani, Giovanna Dealtry, Martha Alkimin e João Gustavo Melo
Com as professoras e os professores da banca: Dau Bastos, Anélia Pietrani, Giovanna Dealtry, Martha Alkimin e João Gustavo Melo
Com amigos e familiares: muito obrigada pela presença de vocês.
Com amigos e familiares: muito obrigada pela presença de vocês.

 
  • 21 de abr. de 2025

Atualizado: 1 de jul. de 2025

Minha qualificação de Doutorado aconteceu no dia 19 de julho de 2023 de modo online, com a minha orientadora Anélia Pietrani (UFRJ) e as professoras Martha Alkimin (UFRJ) e Christina Ramalho (UFS) na banca examinadora.


Minha tese, intitulada Eneida: cronista flâneuse e foliã, na época estava com a introdução e o primeiro capítulo completos, e a qualificação foi muito produtiva pelas análises e sugestões da banca, essenciais para auxiliar o percurso da pesquisa.


Como a tese se dedica ao estudo da obra de Eneida, autora paraense, a comemoração foi feita no restaurante Tacacá do Norte, no mesmo dia, com familiares e amigos, do jeito que eu gosto. Sou grata, portanto, às professoras e ao povo amado que foi celebrar comigo numa noite chuvosa de quarta-feira.



 

Atualizado: 9 de mar. de 2025

No dia 20 de fevereiro de 2017, defendi, na Faculdade de Letras da UFRJ, a dissertação de mestrado Machado de Assis: escrita literária na crônica oitocentista, que pode ser lida aqui.


Com os professores da banca: Victor Lemus, Dau Bastos e Alcmeno Bastos.
Com os professores da banca: Victor Lemus, Dau Bastos e Alcmeno Bastos.

Resumo

A proposta desta dissertação de mestrado é analisar a crônica de Machado de Assis com ênfase em seu potencial literário. Para isso, utilizamos especificamente crônicas da seção “A Semana” datadas de um momento em que o escritor já tinha experiência com publicações em periódicos, uma vez que “A Semana” só se inicia em 1892, quando o autor somava mais de três décadas de escrita regular de crônicas. Recorremos também à série “Bons Dias!” e a outras crônicas que julgamos relevantes para o desenvolvimento do estudo. Diante dessa perspectiva, abordamos inicialmente o surgimento do folhetim no Brasil e traçamos um paralelo entre Machado de Assis e José de Alencar, sabendo que uma breve comparação entre os dois poderia contribuir para a elucidação de algumas características que o gênero apresentou nos trópicos. Em seguida, tratamos exclusivamente de Machado de Assis, apresentando um panorama geral de suas crônicas, com o objetivo de esmiuçar seu estilo e ver em que medida o cronista dialoga com a construção do narrador machadiano. Verificamos, desse modo, que os cruzamentos entre a crônica, o conto e o romance do escritor realçam pontos em comum e diferenças entre os três gêneros, portanto ampliam e aprofundam a visão dos escritos ficcionais do autor.

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado. 

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