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Atualizado: 28 de jan.


2026 começou de uma maneira incrível, já com ótimas notícias.


Acabo de assinar contrato com a editora Patuá, que tanto admiro, e agora posso divulgar a realização de um grande sonho: meu primeiro livro será publicado neste ano, ainda no primeiro semestre.


Teias no céu reúne crônicas a respeito de literatura, docência, música brasileira, cidade, carnaval. O olhar para o subúrbio onde nasci e cresci, para a escola de samba que me emociona e para um passado que costura meu presente está nas páginas do livro.


Escrever, revisar, organizar, revisar de novo, e de novo, e de novo. Compartilhar com as pessoas muito próximas a alegria. Enviar para a editora. Receber rapidamente um retorno positivo, cuidadoso e bonito. Vibrar, brindar, comemorar. Reler. Ter a sensação de amar mais quem a gente já ama, de amar mais a si mesma. Saber que escrever é outro importante ato para a eternidade - escrever mais, e mais, e mais.


Eis o sonho e a realidade: sou escritora. Ergamos a taça ou o copo. Tô feliz à beça.

 

Atualizado: 16 de jul. de 2025


Quatro contos que escrevi estão agora publicados em edições físicas da editora Samsara.


Uma das grandes alegrias de janeiro foi ter recebido esses livros da Samsara, que de revista literária digital passou a ser uma editora, e como é legal acompanhar esse processo, tão bem conduzido pela Michele Fernandes.


Cada uma das quatro edições acima tem um conto meu e outros contos de diferentes autoras e autores. As versões digitais estão disponíveis para leitura gratuita no link da bio, também divulgadas aqui no site.


Por fim, mas não menos importante, fica meu agradecimento a quem contribuiu para que as edições de 2023 se tornassem livros. Obrigada, galera!

 
  • 24 de abr. de 2025

Atualizado: 16 de jul. de 2025

Minha crônica "Fantasia de bate-bola" foi publicada na coletânea de crônicas Prêmio Off Flip 2023, lançada na Festa Literária Internacional de Paraty em 25 de novembro de 2023.



Fantasia de bate-bola


Na infância, comentei com a família que queria uma fantasia de bate-bola. Minha avó paterna quase caiu pra trás, indignada, com uma expressão de estranhamento que me deixou na cabeça aquela interrogação que surge nas personagens de história em quadrinhos. Que bate-bola o quê! Isso é coisa de menino! Minha mãe desconversou, ninguém me levou a sério e a fantasia de bate-bola nunca fez parte do meu carnaval.


Me lembrei desse episódio quando li uma reportagem sobre mulheres ganhando esse espaço e se fantasiando com máscaras, bolas e sombrinhas. Começaram a participar dos grupos com fantasias denominadas femininas, mas depois, enfim, passaram a vestir o traje completo dos bate-bolas. Ao ler isso, vibrei por saber que muitas meninas hoje em dia, se quiserem brincar carnaval dessa forma, podem ter sua vontade realizada com mais facilidade.


A mesma reportagem ressaltava que, vestidas de bate-bola, as mulheres se libertavam das imposições que sofriam, de modo que a máscara, por esconder suas identidades, possibilitava-lhes dar cambalhotas, rolar no chão, pular e dançar. Ou seja: escondidas naqueles panos, podiam viver; irreconhecíveis, dentro de uma fantasia que permitia serem confundidas com homens, tinham o crivo social necessário para fazer o que desejavam, sem julgamentos.


A criança que eu fui ainda se espanta com este mundo em que mulher só pode pular, dançar, rolar no chão e dar cambalhota – em suma, se divertir – sem ser cobrada se estiver sob o anonimato de uma máscara. E nós percebemos isso desde cedo. O que eu buscava com a fantasia de bate-bola, afinal, era a alegria.

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado. 

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