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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

Foto: Thaís Velloso
Foto: Thaís Velloso

Depois de dois anos no CAp-UFRJ e um ano no Pedro II, tenho a alegria de ser contratada para o CAp-UERJ. Em 2025 fiz o processo seletivo e fui aprovada em segundo lugar. Mais um ano letivo começando, mais um trabalho docente em uma instituição pública de excelência.


Viva a educação pública, gratuita, inclusiva e de qualidade. "Se o caminho é meu, deixa eu caminhar, deixa eu."

 
  • 31 de dez. de 2025

Atualizado: 3 de jan.

Depois do término do Doutorado, em fevereiro, o ano foi pesado em relação a concursos docentes. Vieram, felizmente, três aprovações, cujas contratações dependem do período de necessidade das instituições:


  • Professora substituta no Colégio de Aplicação da UERJ (2º colocação)

  • Professora substituta de Literatura Brasileira na UERJ (3º colocação)

  • Professora substituta no Colégio Pedro II (21º colocação)

 

Finalizamos os encontros da turma de pós-graduação em Literatura Brasileira que escreveu contos bem legais neste semestre na Faculdade de Letras da UFRJ. Agradeço novamente ao Dau pelo convite para estar como professora nas aulas do Fundão com ele e com a Lina, a quem também agradeço pela parceria.


Nós, professores, ainda temos trabalho por aqui, mas agora é hora de celebrar esses encontros que foram tão proveitosos - a literatura produzida por essa galera é coisa muito boa.


Ao longo do semestre, pude me reconectar com o espaço onde estudei/pesquisei por dez anos (graduação, mestrado e doutorado) aos olhos de novas autoras, novos autores. Passeamos pela cidade partida, pelas páginas lidas num banco de ônibus e por nossas histórias, sempre conduzidos pela ficção, responsável por remendar, apontar ou criar caminhos. Valeu, pessoal!

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado. 

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