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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto


O jornal Correio da Manhã publicou no dia 11 de março, logo após o Carnaval, meu artigo "A alegria de Eneida no desfile da Grande Rio", em que falo sobre o belíssimo trabalho dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora e recordo a escritora e jornalista paraense Eneida, que era apaixonada pelo Carnaval carioca.


O artigo está disponível também digitalmente, no site do jornal. Para acessar, basta clicar neste link.

 

A exposição A voz do morro: personalidades homenageadas nas Escolas de Samba foi organizada por mim, com o auxílio das licenciandas que orientei no estágio docente durante o ano letivo de 2024, e apresentada pelas/os estudantes do 1º ano do Ensino Médio, que desenvolveram trabalhos artísticos belíssimos baseados em sambas-enredos como Chica da Silva, do Salgueiro (1963), Tereza de Benguela, uma rainha negra no pantanal, da Viradouro (1994), O papel e o mar, da Renascer (2017), entre outros.


A apresentação da exposição, além de estimular a pesquisa a respeito de importantes nomes que muitas vezes se encontram à margem da História, teve a ver com o estudo abordado em sala de aula sobre o samba-enredo como gênero épico. O evento aconteceu em 28 de setembro de 2024.



 
Eneida no Baile do Pierrô, criado por ela (Acervo do Grupo de Estudos Eneida de Moraes)
Eneida no Baile do Pierrô, criado por ela (Acervo do Grupo de Estudos Eneida de Moraes)

Meu artigo "Na beira do abismo, samba": a cronista Eneida e o Carnaval carioca, brevemente apresentado em comunicação no Fazendo Gênero 13, foi publicado no site do evento. O link para leitura está disponível aqui.

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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