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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto


Teremos outro lançamento de Teias no céu, desta vez no Baródromo, que é citado em uma das crônicas. Será no dia 27/06, sábado, com samba e cerveja pra comemorar.


Estarei lá a partir das 14h. O evento também vale pra quem já garantiu seu exemplar, afinal é dia de lançamento, mas também de celebração.


Na apresentação do livro, Godofredo de Oliveira Neto afirma que "o Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase". Tem tudo a ver, portanto, com o Baródromo, o bar do Carnaval. É só chegar!

 

Atualizado: há 5 dias

Foto: Murillo Neto
Foto: Murillo Neto

Teias no céu foi lançado no dia 2 de junho, na Adega da Velha, em uma noite de muita alegria e, felizmente, casa cheia. Os exemplares ficaram esgotados em uma hora e meia e parte da fila veio me abraçar sem ter conseguido adquirir o livro.


Quem abre "Teias no céu" lê logo a dedicatória: "Para Rita e Alexandre, minha mãe e meu pai." Este livro, um sonho realizado, só podia ser para eles, que sempre fizeram tudo por mim.


Foto: Murillo Neto
Foto: Murillo Neto

Também agradeço ao meu amor, Fernando Molica. Quando iniciamos o namoro, ele estava preparando o romance Elefantes no céu de Piedade. Revisei e acompanhei todo o processo do livro, feliz demais por ele. Este ano foi muito bonito ver o inverso acontecer. Curiosamente, nossos livros pela Patuá têm a palavra "céu" no nome, coisa que só percebi depois de escolher o título. Publicar um livro tendo quem a gente ama vibrando junto é uma beleza e um privilégio.


Foto: Murillo Neto
Foto: Murillo Neto

E vale deixar registrada aqui esta foto da minha vó olhando para mim enquanto eu autografava, uma imagem que traduz bastante a beleza que a noite do lançamento me trouxe.


Foto: Murillo Neto
Foto: Murillo Neto

Há muito a dizer sobre o lançamento, emocionante a ponto de proporcionar meu encontro com a professora que me deu aula quando eu tinha 10 anos de idade. Na época eu iria fazer concurso para o Pedro II e ela, sempre atenciosa e carinhosa, passava exercícios para que eu pudesse estudar em casa. Não via a “tia” Carmen desde então e, evidentemente, foi difícil conter a lágrima.


Foto: Murillo Neto
Foto: Murillo Neto

Encontrei pessoas de vários núcleos e períodos da vida – familiares, amigos, ex-alunos, orientandas e professores de todas as instituições por que passei (Centro Educacional Chambarelli, Colégio Pedro II e UFRJ). Ganhei abraços, palavras bonitas, presentes incríveis e histórias para contar. 


Tenho muito a agradecer, mesmo. Obrigada a cada um que esteve presente.


No meu instagram, publiquei fotos com todo mundo que passou por lá.

 

Atualizado: 1 de jul. de 2025

Com Leonardo Bora e Andréa Costa
Com Leonardo Bora e Andréa Costa

A mesa-redonda do CAp Literário, intitulada Pedra que rola no rito, pedra que funda a memória, cuja conversa se alinhou ao tema dessa edição do evento - "O que pode uma pedra?" -, recebeu os ótimos convidados Leonardo Bora, carnavalesco e professor da UFRJ, e Andréa Costa, educadora no Museu Nacional da UFRJ e professora da UNIRIO. Tive a alegria de fazer a mediação da mesa, que aconteceu no dia 28 de setembro de 2024.

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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