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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

Organizadores da coletânea
Organizadores da coletânea

Ontem foi dia de lançarmos "A fissura da ficção", livro que reúne ótimos contos de dezoito autores estudantes da UFRJ, organizado por nós três (Dau, Lina e eu) após a conclusão da oficina Contos do Fundão em 2025.


Foi um sábado de muitas dedicatórias, risadas e bons reencontros. Parabéns às autoras e aos autores, que têm tudo para seguir escrevendo e publicando.


Organizadores e autores de A fissura da ficção
Organizadores e autores de A fissura da ficção

Vale registrar também que no próprio dia 19 de setembro, sábado, o jornal O Globo divulgou o lançamento do livro de contos A fissura da ficção, com breve sinopse do livro:



A coletânea pode ser adquirida no site da editora Patuá.

 

No dia 19 deste mês, sábado, a partir das 16h, será lançada, no Bafo da Prainha, a coletânea A fissura da ficção (Editora Patuá), que Dau Bastos, Lina Quintella e eu organizamos e revisamos. Nela estão dezoito contos escritos por participantes da oficina Contos do Fundão, ministrada há tempos pelo Dau na UFRJ – no segundo semestre de 2025, Lina e eu atuamos como professoras convidadas da disciplina, desenvolvendo com o Dau e os estudantes o projeto que deu origem ao livro.


Os textos são de autoria de Ana Luiza Postingher, Ana Paula Pinto, André Salviano, Angelo Figueiredo, Cadu Franklin, Caterine Azevedo, David Bernat, Fabrício Bitencourt, Fernanda Gabriela, Francisco Moura, Jacqueline Souza, Joel Franco, Leonardo Lemos, Natasha Souza, Nina Flor, Philipe Barcellos Barros, Rennan Cantuária e Victor Heliângelo. As narrativas atestam a diversidade da universidade pública e a qualidade do que é produzido nesse espaço, além de revelarem vozes promissoras na ficção contemporânea brasileira.


É com orgulho e muita alegria, portanto, que vejo este livro pronto para alcançar novos leitores, depois de um trabalho exigente e prazeroso. O lançamento será uma celebração bonita à beça. Apareçam!



 

Na última quarta, dia 19 de agosto, voltei ao colégio onde estudei durante sete anos, o Pedro II de São Cristóvão, para participar da FLISC, na mesa Escritores pedrossegundenses.


Com mediação da professora Vivian Paixão, Liliane Machado, Gabriel Cardoso, Diego Domingues e eu falamos sobre nossa relação com a escrita, nossas influências na literatura, nossos livros e, claro, a sensação de estar naquele espaço tão importante para cada um.



E voltar ao CPII é sempre um reencontro com pessoas queridas e professores que sigo admirando, além de ser um reencontro comigo mesma. Visitar a sala onde estudei, passear pelo pátio, subir a rampa da UESCIII... enfim, muita recordação boa. Aliás, uma das crônicas de Teias no céu tem o título "Meu colégio".


Foi bonito dialogar com as/os estudantes de hoje, autografar livro e ver um evento literário promovido por alunos/os em parceria com professores. Mais um dia na gaveta dos guardados de quem canta a tabuada com orgulho. Ao Pedro II, tudo. Obrigada!


Autografando Teias no céu para aluna do CPII
Autografando Teias no céu para aluna do CPII

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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