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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

Nste sábado, 16 de maio, o GLOBO publica a resenha que escrevi sobre Corsária, ótimo romance de Marilene Felinto.



Além de ter sido uma ótima leitura, a narrativa me levou a uma de minhas músicas preferidas de João Bosco e Aldir Blanc. É com ela que começo meu texto:


"“Por você/ Eu, teu corsário preso,/ Vou partir a geleira azul da solidão/ E buscar a mão do mar/ Me arrastar até o mar/ Procurar o mar.” Os versos da canção “Corsário”, parceria de João Bosco e Aldir Blanc, anunciam o enfrentamento de um percurso desafiador. O título da música remete ao navio ou navegante que tinha em mãos a chamada “carta de corso”, documento pelo qual o Estado autorizava o ataque a embarcações de outras nações séculos atrás. Em “Corsária”, romance vencedor do Prêmio APCA, Marilene Felinto constrói uma narrativa em que a protagonista encara o desafio de acertar as contas com o passado."


A publicação está disponível no jornal impresso e na versão digital.

 

Está no jornal O Globo deste sábado minha resenha de "Recapitulações", livro de contos de Maria Valéria Rezende que nos coloca diante de personagens já conhecidos da literatura.


Topei, com muita alegria, o convite para escrever resenhas para O Globo e de vez em quando publicarei na seção "Crítica de livro", do Segundo Caderno. Começar com Maria Valéria, sem dúvida, é uma estreia em grande estilo.


A publicação está disponível no jornal impresso e na versão digital:



 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado. 

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