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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

Atualizado: 1 de jul. de 2025

Em 2021, em meio às discussões sobre a proposta de taxar os livros, concedi uma breve entrevista a respeito do assunto para o site ABJ Notícias, que publicou a matéria "Receita federal defende taxação de livros e reafirma desigualdade social no país". Segue um trecho:


"A professora, revisora e doutoranda de Letras pela UFRJ, Thaís Velloso, esclarece que a justificativa da Receita Federal de que os livros só são consumidos pelos ricos não condiz com a realidade e, caso fosse verdade, 'seria uma explicação ainda mais excludente por não desejar a alteração do cenário e não querer garantir a ampliação do acesso aos livros'. Thaís pontua ainda que a taxação será negativa para o âmbito cultural, uma vez que, se concretizada, contribuirá para o monopólio das classes altas sobre a cultura."


A matéria completa pode ser lida aqui.

 

Em outubro e novembro de 2021, ministrei o curso online Machado de Assis e Lima Barreto, cronistas cariocas, em três encontros que aconteceram nos dias 19/10, 26/10 e 02/11, sempre das 19h às 20h.


Ementa:


Aula 1: Crônicas cariocas

A relação entre crônica e experiência urbana, com foco na cidade do Rio de Janeiro.


Aula 2: O cronista carioca Machado de Assis

O Rio sob o olhar de Machado de Assis, no final do século XIX, em uma abordagem a respeito do processo de modernização urbana e da relação afetiva do escritor com sua cidade.


Aula 3: O cronista carioca Lima Barreto

O Rio do início do século XX registrado por Lima Barreto, explorando subúrbios, feiras, carnavais e outros elementos característicos da vida carioca.

 
  • 16 de abr. de 2025

Atualizado: 9 de jun. de 2025


O evento Educação ao rés do chão, promovido pelos professores Dennis Castanheira e Aline Menezes, aconteceu em março de 2021, com o objetivo de compartilhar experiências referentes ao ensino de Língua Portuguesa e Literatura na Educação básica.


Nele, tive a oportunidade de apresentar o trabalho que realizei com as turmas de 6º ano do Colégio Pedro II em 2019 (Cultura afro-brasileira em sala de aula: personalidades negras no samba-enredo) e acompanhar outras apresentações muito interessantes, responsáveis por proporcionar reflexões importantes para nós, educadores.


Mais informações sobre o evento podem ser encontradas neste link.

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado. 

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