top of page
título-site2.png

Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto


Não imaginaria mesmo que eu iria fazer um segundo lançamento do meu livro, possibilidade ocorrida depois de os livros terem esgotado no dia 2 de junho, data em que "Teias no céu" foi oficialmente lançado.


Pelo fato de algumas pessoas não terem conseguido o exemplar na Adega da Velha, decidi pensar num novo evento, e o Baródromo - o bar do Carnaval - também tinha tudo a ver com o livro, até porque é citado em uma das crônicas.


E ontem foi mais um dia bonito, ao lado de amigas/os e familiares. As fotos com cada pessoa presente foram publicadas no meu instagram, para quem quiser conferir.


Agradeço mais uma vez. Como é bom ver o livro chegar a mais pessoas.

 

Neste mês de junho, todas as terças, está acontecendo na Academia Brasileira de Letras o ciclo de conferências “Caminhos da ficção”. Para minha surpresa e alegria, nesta semana o querido Antônio Torres, escritor fundamental de nossa literatura, mencionou meu livro Teias no céu no início de sua palestra “A longa viagem em busca de um título”, na Academia Brasileira de Letras, fazendo referência justamente à crônica “O título”.


Poucas horas depois, recebi do Marcelo Moutinho (valeu, Moutinho!) uma mensagem avisando que o acadêmico havia citado meu livro na abertura de sua palestra na ABL. Feliz à beça, logo agradeci ao Antônio, que gentilmente me enviou o trecho inicial de sua fala, aqui reproduzido.



Aproveito para lembrar que, no próximo sábado, haverá lançamento de Teias no céu no Baródromo, a partir das 14h, e que o livro também pode ser adquirido tanto no site da editora Patuá quanto na Amazon.

 
Foto: Murillo Neto
Foto: Murillo Neto

O escritor Alexandre Brandão, na última quinta-feira, publicou em suas redes sociais uma bela resenha sobre Teias no céu. É muito gratificante ver o livro chegar aos leitores de maneira tão positiva. Para quem ainda não leu e ficou curioso com o título, o texto indica uma ótima pista sobre o significado das "teias". Deixo aqui meu profundo agradecimento ao Alexandre e, abaixo, reproduzo sua resenha:


"Teias no céu de Thaís Velloso, editado pela Editora Patuá, reúne uma série de crônicas que tem dois protagonistas: o Rio de Janeiro e a autora observadora atenta da cidade. Thaís está sempre pensando nela a partir de suas andanças pela cidade. Não à toa, na crônica "Lendo João do Rio", ela se aproxima desse cronista que praticamente deu o caminho a todos que viemos depois dele, é na rua que está a alma encantada da cidade. E ela circula pela rua desde menina: na companhia dos pais pra tomar um sorvete, andar de bicicleta, pra brincar. Depois, é o caminho da escola, depois é o samba, os bares. Em "Linhas da mão", Thaís mostra que ocupa a cidade toda.


Talvez reforçando a música de protesto, "Pesadelo", de Mauricio Tapajós e Paulo Cesar Pinheiro, ela tem construído pontes a cada muro levantado. Se a cidade é dividida, como nos fez ver Zuenir Ventura, Thaís (e tantos outros amigos meus) se incumbe de cindir essa divisão. Do subúrbio, sua origem, ela chega à Zona Norte, ao Centro e à Zona Sul.


Citei uma música que não está nesse livro cheio delas e que é uma presença em diálogo. A música a ajuda a compreender esse estar e crescer na cidade. Particularmente tocante é "Conversa com o tempo", escrita na morte do Aldir Blanc, poeta que ela confessa ser uma espécie de oráculo particular.


O título do livro sempre me causou estranheza. Que teias são essas no céu? De aranha? Não vou dizer do que se trata, mas posso adiantar que é uma daquelas marcas lindas que a infância deixa na gente."

 
  • LinkedIn
  • Instagram
  • X
  • TikTok

© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

bottom of page