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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

Atualizado: 9 de mar. de 2025

Em 2016, meu artigo "O mimetismo antagônico em Esaú e Jacó", de Machado de Assis, foi publicado no e-book Machado de Assis: urbano, cosmopolita e carioca, pela Mares Editora.



 

Atualizado: 9 de mar. de 2025

Meu artigo "Ficção e história em Passageiro do fim do dia", sobre a obra de Rubens Figueiredo, foi publicado na revista Palimpsesto, da UERJ, em 2016, e pode ser lido aqui.



Resumo

Este trabalho explora a relação da ficção com a história na obra Passageiro do fim do dia, de Rubens Figueiredo. Nesse sentido, é possível perceber como os aspectos sociais e históricos podem contribuir para a composição de uma obra sem que a análise literária seja negligenciada. Literatura e cidade, desse modo, revelam-se temas intimamente ligados no processo de criação artística.

 

Em 2015, publiquei na revista Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea, da UFRJ, a resenha "A reinauguração da existência: Circo, de Alckmar Santos", que pode ser lida neste pdf.



Resumo

No romance Circo, Alckmar Santos (2014) distribui a narrativa entre três protagonistas que, ao partilharem a soltura das conversas despretensiosas, podem transitar pelo tempo em diferentes direções e usar os vocábulos à vontade. Aos poucos, aprofundam a perspectiva da própria existência, em movimento que - como diria Wolfgang Iser - faz da ficção uma encenação sempre respeitosa da impossibilidade de desvendamento do que somos, mas ainda assim capaz de facultar algum conhecimento sobre a condição humana.

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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