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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto


Publico hoje em minha newsletter uma crônica sobre o processo de composição de "Bar do Bode", samba que fiz em parceria com meu amigo Nelson Borges. A música foi gravada por Moyseis Marques e estreia amanhã, dia 29/05, nas plataformas digitais.


"No período da pandemia, com saudade dos bares e sambas que eu frequentava, me lembrei de um dos dias em que passei algumas horas sozinha no Bar do Bode Cheiroso, no Maracanã. Era um fim de tarde, embora eu gostasse de ir até lá por volta das onze da manhã. Na mesa ao lado, um homem ouvia baixinho 'Disritmia' e repetia a música, o que me fez imaginar um motivo para que ele reproduzisse a faixa mais de uma vez – que se trata de uma grande composição não há dúvida, mas o que me interessava era criar uma história para aquilo.


Escrevi a letra e mandei pro Nelson: e essa aqui, acha que rola? Ele fez a melodia e pensamos juntos em algumas modificações (Nelson sugeriu colocar na letra uma bebida que eu não tomo, então entrei com outra, que fechou o trecho 'Entre torresmos, cervejas e batidas', além de demais detalhes que fogem da memória).


'Devagarinho vejo o dia entardecer' na mesa do Bode, encostada nos azulejos brancos e azuis, de olho na rua, sempre. As referências a Martinho na letra não são poucas, afinal tudo começou com ele. Cinco anos depois, ou seja, ano passado, o Moyseis Marques gravou o samba, uma honra e uma alegria enorme pra gente. Sem saber da coincidência – confesso que não sou de acreditar em coincidência –, Nelson marcou a gravação do Moyseis no dia 12 de fevereiro, aniversário de Martinho José Ferreira."


Para ler a crônica completa, basta acessar a newsletter.

 
20 de mai.

Atualizado: 24 de mai.


Hoje, a editora Patuá divulgou em suas redes sociais a foto do livro impresso. Teias no céu nasceu!


É incrível a sensação de olhar para o primeiro livro, mesmo ainda fisicamente longe dele: em breve, os exemplares estarão comigo, para o dia do lançamento. Por enquanto, compartilho com vocês as imagens.



 

Atualizado: 24 de mai.

Organizei no spotify uma playlist com as músicas que de alguma maneira aparecem em Teias no céu, meu livro de crônicas.


As vozes de Adriana Calcanhotto, Martinho da Vila, Aldir Blanc, Maria Bethânia, Alcione, Luiz Gonzaga, entre outros, dão o tom do livro, bastante relacionado com as culturas brasileiras e das ruas.


Para ouvir a playlist, basta clicar aqui.



 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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