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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

  • 18 de jun. de 2025

"Helô na biblioteca", minha crônica mensal no blog da editora Samsara, foi publicada em maio e fala da nossa relação com bibliotecas particulares, a partir de uma entrevista com Heloísa Teixeira disponível no livro Onde é que eu estou?: Heloísa Buarque de Hollanda 8.0. O texto, que pode ser lido clicando neste link, é também uma homenagem a essa professora e pesquisadora incrível que nos deixou em março deste ano.



 

Atualizado: 2 de jul. de 2025


Recebi com muita alegria o convite da Livraria Machado e Cia para mediar uma conversa com Rosa Freire d'Aguiar, autora vencedora do Prêmio Jabuti nas categorias de Crônica e Livro do Ano em 2024.


O evento aconteceu no dia 07 de maio, na sala do PACC da Faculdade de Letras da UFRJ, e foi gravado. Falamos sobre literatura, jornalismo, crônica, tradução, cidade e outros temas. Agradeço o convite para a mediação e à Rosa pelo papo tão agradável.

 

A crônica "Para que servem as canções" nasceu enquanto eu ouvia música, lembrando que na infância eu era fascinada pelo "Perfil" da Adriana Calcanhotto, e pensava na relação entre poema e canção. Acabei respondendo, sem pretensão alguma, à pergunta "para que servem as canções?".


Leia a crônica aqui, no blog da editora Samsara, na minha coluna de abril.



 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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