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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto


Na última quarta, dia 19 de agosto, voltei ao colégio onde estudei durante sete anos, o Pedro II de São Cristóvão, para participar da FLISC, na mesa Escritores pedrossegundenses.


Com mediação da professora Vivian Paixão, Liliane Machado, Gabriel Cardoso, Diego Domingues e eu falamos sobre nossa relação com a escrita, nossas influências na literatura, nossos livros e, claro, a sensação de estar naquele espaço tão importante para cada um.



E voltar ao CPII é sempre um reencontro com pessoas queridas e professores que sigo admirando, além de ser um reencontro comigo mesma. Visitar a sala onde estudei, passear pelo pátio, subir a rampa da UESCIII... enfim, muita recordação boa. Aliás, uma das crônicas de Teias no céu tem o título "Meu colégio".


Foi bonito dialogar com as/os estudantes de hoje, autografar livro e ver um evento literário promovido por alunos/os em parceria com professores. Mais um dia na gaveta dos guardados de quem canta a tabuada com orgulho. Ao Pedro II, tudo. Obrigada!


Autografando Teias no céu para aluna do CPII
Autografando Teias no céu para aluna do CPII

 

Atualizado: há 2 dias


Esta foi sem dúvida minha melhor FLIP. Pude conversar sobre crônica, conto, gêneros literários (e suas rupturas) em mesa com escritores na Casa Gueto, fiz também a mediação do nosso papo, que aconteceu em uma sala cheia (ô, sorte), e autografei exemplares de Teias no céu. Foi muito legal, durante esses dias, conhecer pessoalmente autores e leitores com os quais eu só havia conversado por rede social, além de reencontrar amigas e amigos.



Não posso deixar de registrar a lindeza de ver lado a lado meu livro e a nova edição de Elefantes no céu de Piedade, do Molica, também conhecido como meu marido. Ganhei outro autógrafo - o mais bonito da FLIP.



Ah, e uma palavra uniu duas obras: o livro Teias de Orides Fontela, autora homengeada desta edição da FLIP, passeou ao lado de Teias no céu.



Os dias e as noites foram animadíssimos: teve pagode à luz de velas (é claro que ficar sem luz é péssimo, mas tá aí um adjetivo que não combinou com a noite de quinta na Flip para quem esteve na Casa Poéticas Negras), em uma roda de pagode dos anos 90 com um coro incrível e músicos que alegraram a vida de muita gente naquele dia. Eu havia me programado para ir a essa roda assim que vi a divulgação, antes de estar em Paraty, mas, com a falta de luz, achei que não fosse rolar - até que chegou o amigo Alexandre Brandão puxando o bonde e nos carregou pra lá.


Além do pagode, teve a roda de música brasileira, em que nós, o público, éramos também cantores na Casa Paratodos; Carla Madeira cantando Rita Lee e Roberto Carlos; Flávia Oliveira e Angela Davis conversando no Sesc (e como foi bom presenciar!); o drink da Casa Latina, com vermute e negroni, pelo qual fiquei apaixonada; a voz impressionante da Fabiana Cozza, em mesa com o Moutinho na Casa Malê; as pausas no Coupê para ver a rua; os livros do Eric Nepomuceno autografados, autor homenageado da Casa Gueto; o romance da Bethânia Pires Amaro autografado; o encontro repentino com Anélia, sempre divertido; as novas amizades; a companhia maravilhosa do Molica e as ótimas mesas de que ele também participou, uma na Casa Gueto e outra na Malê.


Muita gente bacana cruzou meu caminho em Paraty.

Valeu demais, FLIP!

 

Atualizado: 1 de jul. de 2025

Com Leonardo Bora e Andréa Costa
Com Leonardo Bora e Andréa Costa

A mesa-redonda do CAp Literário, intitulada Pedra que rola no rito, pedra que funda a memória, cuja conversa se alinhou ao tema dessa edição do evento - "O que pode uma pedra?" -, recebeu os ótimos convidados Leonardo Bora, carnavalesco e professor da UFRJ, e Andréa Costa, educadora no Museu Nacional da UFRJ e professora da UNIRIO. Tive a alegria de fazer a mediação da mesa, que aconteceu no dia 28 de setembro de 2024.

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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