top of page
título-site2.png

Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

  • 19 de ago. de 2025

Atualizado: 3 de set. de 2025

Minha crônica "Espera" foi publicada recentemente no blog da editora Samsara, na coluna Página virada. Nela recordo uma leitura que fiz enquanto, esperando atendimento para meu pai em um hospital no subúrbio do Rio, observava a fachada de uma casa.


"Caminhei até o lado de fora da sala e me escorei numa parede para ler. Passavam por mim pessoas sérias, cansadas, falando sozinhas, conversando com outras, mexendo no celular. Com a sacola no chão, apoiada no muro, uma senhora vendia café. À minha frente, na outra rua, havia uma casa antiga, com a pintura bem gasta, uma varanda grande, embora vazia, e a imagem de uma santa ou um santo – não consegui identificar de longe – na fachada. O azulejo, bem próximo ao telhado, disposto na parte superior e de modo central, marcava o tom dos subúrbios que se impõem, da infância que retorna, do passado que não se prende a seu tempo."


Para ler a crônica completa, clique aqui.



 
  • 19 de jul. de 2025

Minha crônica "O extremo de si mesmo" foi publicada no blog da editora Samsara, na coluna Página virada, na qual publico mensalmente uma crônica sobre leitura, escrita e literatura. No texto, falo sobre a exposição de quem escreve, recorrendo a João Cabral de Melo Neto, Gustavo Bernardo e Clarice Lispector. Segue um trecho:


"João Cabral de Melo Neto definiu em versos que “escrever é estar no extremo de si mesmo”, explicando a escrita como a nudez mais nua que há. A esse poema Gustavo Bernardo recorre em seu livro Conversas com um professor de literatura, enquanto elabora uma resposta à pergunta “Escrever é fácil?”. Concordando com o poeta, diz o autor que escrever tem a ver com despir mais do que as próprias roupas, por ainda não sabermos, enquanto escrevemos, o que mostramos para os outros.


A exposição é mesmo desafiadora, porque envolve se lançar ao risco, mergulhar sem saber a profundidade. É uma sensação que talvez possa ser atenuada com o tempo, mas não esgotada, o que ocorre também na vida docente, cujo nervosismo pela entrada em novas turmas – como lembra o autor do livro – independe dos anos de experiência no magistério."


Para ler a crônica completa, acesse aqui.



 
  • 21 de jun. de 2025

"Com os últimos convites para participar de mediações de mesa-redonda ou palestra, tenho pensado mais na dedicação que isso envolve e no quão prazeroso pode ser."


Na crônica publicada na minha coluna mensal do blog da editora Samsara, em junho, recordo a poesia de Drummond e de Ana Martins Marques para refletir sobre a mediação de conversas literárias. Para ler o texto, basta clicar neste link.



 
  • LinkedIn
  • Instagram
  • X
  • TikTok

© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

bottom of page