Atualizado: há 2 dias

Esta foi sem dúvida minha melhor FLIP. Pude conversar sobre crônica, conto, gêneros literários (e suas rupturas) em mesa com escritores na Casa Gueto, fiz também a mediação do nosso papo, que aconteceu em uma sala cheia (ô, sorte), e autografei exemplares de Teias no céu. Foi muito legal, durante esses dias, conhecer pessoalmente autores e leitores com os quais eu só havia conversado por rede social, além de reencontrar amigas e amigos.

Não posso deixar de registrar a lindeza de ver lado a lado meu livro e a nova edição de Elefantes no céu de Piedade, do Molica, também conhecido como meu marido. Ganhei outro autógrafo - o mais bonito da FLIP.

Ah, e uma palavra uniu duas obras: o livro Teias de Orides Fontela, autora homengeada desta edição da FLIP, passeou ao lado de Teias no céu.

Os dias e as noites foram animadíssimos: teve pagode à luz de velas (é claro que ficar sem luz é péssimo, mas tá aí um adjetivo que não combinou com a noite de quinta na Flip para quem esteve na Casa Poéticas Negras), em uma roda de pagode dos anos 90 com um coro incrível e músicos que alegraram a vida de muita gente naquele dia. Eu havia me programado para ir a essa roda assim que vi a divulgação, antes de estar em Paraty, mas, com a falta de luz, achei que não fosse rolar - até que chegou o amigo Alexandre Brandão puxando o bonde e nos carregou pra lá.
Além do pagode, teve a roda de música brasileira, em que nós, o público, éramos também cantores na Casa Paratodos; Carla Madeira cantando Rita Lee e Roberto Carlos; Flávia Oliveira e Angela Davis conversando no Sesc (e como foi bom presenciar!); o drink da Casa Latina, com vermute e negroni, pelo qual fiquei apaixonada; a voz impressionante da Fabiana Cozza, em mesa com o Moutinho na Casa Malê; as pausas no Coupê para ver a rua; os livros do Eric Nepomuceno autografados, autor homenageado da Casa Gueto; o romance da Bethânia Pires Amaro autografado; o encontro repentino com Anélia, sempre divertido; as novas amizades; a companhia maravilhosa do Molica e as ótimas mesas de que ele também participou, uma na Casa Gueto e outra na Malê.
Muita gente bacana cruzou meu caminho em Paraty.
Valeu demais, FLIP!



