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Teias no céu

Livro de crônicas de Thaís Velloso

    As cores, o ritmo e a alma do Rio de Janeiro nos invadem, impetuosos, em narrativa cristalina e sedutora. Thaís Velloso, a menina personagem observadora desse universo carioca, apresenta, com engenho e arte, uma coletânea de crônicas-contos que conquista e enleva o leitor/leitora até a última página. O texto “Céu no chão” é o mais comovente, pungente e emocionalmente penetrante de todos quantos li nessa área. A Mangueira invadida pela emoção, e nós leitores também.

    O subúrbio carioca, na tradição iniciada por João do Rio (título de uma das crônicas), é esquadrinhado e aparece vivo e feliz – eu diria, abençoado –, embalado por tratamento textual sinestésico habilmente construído pela narradora. O Carnaval e o samba nos acompanham letra por letra, sílaba por sílaba, frase por frase. As referências à cultura de matriz africana são descritas com atenção e afeto.

     Mas, respondendo à pergunta dos psicanalistas, quando a infância termina? A narradora e espectadora da infância cresce e se torna a professora e a feminista adulta indignada da crônica “Fantasia de bate-bola”. A professora do Pedro II visita o mesmo Rio de Janeiro com a mesma sensação de felicidade. Em “Linhas da mão”: “Sou o terraço de Bangu, uma calçada de Ramos, a descida do Morrinho.”

    Essa alegria contagiante do Carnaval e a prosa cativante de Thaís a gente agradece. E como! A Vila Isabel, sua Escola, nos embala e termina o livro com uma mensagem que nos põe pra cima. Leitura imperdível."

Godofredo de Oliveira Neto

Atualizado: há 2 dias


Esta foi sem dúvida minha melhor FLIP. Pude conversar sobre crônica, conto, gêneros literários (e suas rupturas) em mesa com escritores na Casa Gueto, fiz também a mediação do nosso papo, que aconteceu em uma sala cheia (ô, sorte), e autografei exemplares de Teias no céu. Foi muito legal, durante esses dias, conhecer pessoalmente autores e leitores com os quais eu só havia conversado por rede social, além de reencontrar amigas e amigos.



Não posso deixar de registrar a lindeza de ver lado a lado meu livro e a nova edição de Elefantes no céu de Piedade, do Molica, também conhecido como meu marido. Ganhei outro autógrafo - o mais bonito da FLIP.



Ah, e uma palavra uniu duas obras: o livro Teias de Orides Fontela, autora homengeada desta edição da FLIP, passeou ao lado de Teias no céu.



Os dias e as noites foram animadíssimos: teve pagode à luz de velas (é claro que ficar sem luz é péssimo, mas tá aí um adjetivo que não combinou com a noite de quinta na Flip para quem esteve na Casa Poéticas Negras), em uma roda de pagode dos anos 90 com um coro incrível e músicos que alegraram a vida de muita gente naquele dia. Eu havia me programado para ir a essa roda assim que vi a divulgação, antes de estar em Paraty, mas, com a falta de luz, achei que não fosse rolar - até que chegou o amigo Alexandre Brandão puxando o bonde e nos carregou pra lá.


Além do pagode, teve a roda de música brasileira, em que nós, o público, éramos também cantores na Casa Paratodos; Carla Madeira cantando Rita Lee e Roberto Carlos; Flávia Oliveira e Angela Davis conversando no Sesc (e como foi bom presenciar!); o drink da Casa Latina, com vermute e negroni, pelo qual fiquei apaixonada; a voz impressionante da Fabiana Cozza, em mesa com o Moutinho na Casa Malê; as pausas no Coupê para ver a rua; os livros do Eric Nepomuceno autografados, autor homenageado da Casa Gueto; o romance da Bethânia Pires Amaro autografado; o encontro repentino com Anélia, sempre divertido; as novas amizades; a companhia maravilhosa do Molica e as ótimas mesas de que ele também participou, uma na Casa Gueto e outra na Malê.


Muita gente bacana cruzou meu caminho em Paraty.

Valeu demais, FLIP!

 

Está chegando a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Neste ano, após o lançamento de Teias no céu, participo de uma mesa sobre crônica e de uma sessão de autógrafos na Casa Gueto, pela editora Patuá. É uma alegria fazer parte da programação paralela da FLIP, poder encontrar amigas e amigos, dividir as mesas, sobretudo, dos bares, conhecer gente nova e passear pelas ruas de Paraty.



 
Alvaro Marechal e Thaís Velloso | Foto: Nelson Vasconcelos
Alvaro Marechal e Thaís Velloso | Foto: Nelson Vasconcelos

Quando recebi o convite do Marechal para estar numa mesa sobre crônica na livraria Alento, a animação foi grande: falar do gênero que adoro, defendo e produzo já é gratificante, ainda mais ao lado de cronistas como ele, Fernando Molica e Alexandre Medeiros.


Foi ótima a conversa desta sexta, 17 de julho, sobre crônica, em uma livraria incrível da cidade. Agradeço aos três pelo papo tão legal e consistente e à Alento pelo espaço acolhedor, pela atenção e parceria. Também agradeço, claro, ao público interessado, que, além de deixar a casa cheia, fez excelentes perguntas.


Fernando Molica, Alexandre Medeiros, Alvaro Costa e Silva, o Marechal, Thaís Velloso e o público na Alento
Fernando Molica, Alexandre Medeiros, Alvaro Costa e Silva, o Marechal, Thaís Velloso e o público na Alento

Falar de Teias no céu, meu livro de crônicas, ouvir outros autores discutindo o gênero e suas obras, poder recordar Eneida - cronista da qual sou fã e pesquisadora -, isso tudo só comprova que, sim, a crônica está viva demais. Foi bonita, a noite de ontem!

 
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© Todos os textos são de autoria de Thaís Velloso, exceto quando indicado pela autora. 

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